• O que são Lubrificantes?
  • O que é óleo de base mineral?
  • O que é óleo de base sintética?
  • Qual a função do óleo lubrificante?
  • O que é viscosidade?
  • O que é um óleo lubrificante multiviscoso?
  • É melhor utilizar um óleo SAE 15W-40 ou um SAE 40?
  • Por que trocar o óleo lubrificante do motor?
  • Quando trocar o óleo?
  • O que pode acontecer ao motor se o óleo continuar em uso após período de troca recomendado?
  • Quais os problemas que o excesso ou falta de óleo podem causar no motor?
  • Qual é a maneira correta de verificar o nível de óleo?
  • Quando devo repor o óleo do motor?
  • Só repor o óleo e nunca trocá-lo pode gerar prejuízo ao motor?
  • Pode se misturar óleos de marcas e tipos diferentes?
  • Devem-se colocar aditivos no óleo?
  • Por que o óleo do motor fica escuro após algum tempo de uso?
  • Através do tato, posso saber se o óleo está ou não em condições de uso?
  • O que é classificação SAE?
  • O que é classificação API?
  • O que é classificação ACEA?
  • Como saber a classificação do óleo?
  • Posso usar óleo API CI-4 por mais tempo que um API CH-4?
  • Qual o significado das siglas que vêm nas embalagens de lubrificantes (SAE, API, ACEA, JASO, NMMA)? Qual a relação delas com o desempenho dos produtos?
  • Saiba o que cada uma dessas siglas significa.
  • Qual a diferença entre as especificações API GL-4 e GL-5? Existe algum problema em se usar o GL-5 ao invés do GL-4?
  • O que significam os números (20W-40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens dos lubrificantes?

Substância que se interpõe entre duas superfícies em movimento, formando uma película que reduz significativamente o contato entre as partes, evitando desgaste e geração de calor.

É o lubrificante cuja com base provem da destilação do petróleo, posteriormente formulado e transformado mediante reações químicas realizadas em laboratório.

É o lubrificante com base obtida através de reações químicas realizadas em laboratório.

• Lubrificar.
• Refrigerar.
• Limpar e manter limpos os componentes.
• Proteger contra corrosão.
• Vedar a câmara de combustão.

É o grau de resistência oferecido pelo próprio óleo lubrificante ao seu próprio escoamento. Esse grau é definido como a resistência que um fluido oferece ao seu próprio movimento. Quanto menor for a sua viscosidade, maior será a sua capacidade de escoar (fluir). Os valores de viscosidade dos óleos são obtidos experimentalmente em laboratório, utilizando-se um aparelho chamado VISCOSíMETRO. Trata-se de um teste padronizado onde se cronometra o tempo que certa quantidade de fluido leva para escoar através de um pequeno tubo (capilar) a uma temperatura constante. A temperatura do teste deve ser constante, pois a viscosidade é uma propriedade que se altera de acordo com a variação da temperatura. Quanto mais alta for a temperatura, maior será a capacidade do escoamento; ao contrário, quando em temperaturas baixas, o fluido oferecerá maior resistência ao escoamento devido ao aumento da sua viscosidade. Por que existem vários graus de viscosidade? Existem para atender às diversas especificações dos fabricantes de veículos e equipamentos.

É um óleo lubrificante elaborado para atender várias faixas de viscosidade. Isto significa que em temperaturas baixas ou altas, a fluidez do óleo é mantida, assim como, o seu poder lubrificante.

O melhor é utilizar o óleo lubrificante SAE 15W-40, pois atende a uma grande faixa de viscosidades, mantendo a eficiência da lubrificação em vários regimes de temperatura.

À medida do uso, ou por decurso de prazo (tempo de permanência dentro do sistema), os elementos aditivos do óleo se deterioram física e quimicamente ou ficam presos a outras substâncias químicas. Como consequência o lubrificante perde sua eficiência aumentando a geração de calor e consequentemente provocando o desgaste dos componentes.

Aconselhamos sempre seguir a recomendação do Manual do Proprietário do seu veículo.

Após o período recomendado no Manual do Proprietário, a capacidade de lubrificar e proteger ficam muito reduzidos, causando desgaste excessivo dos componentes, diminuindo a vida útil do motor.

Em caso de excesso, o consumo de óleo lubrificante aumenta poluindo o meio ambiente e ainda afetando as velas que acabam ficando contaminadas. Em caso de falta, as ações de lubrificação e refrigeração do óleo lubrificante ficam comprometidas causando vários danos ao motor, podendo até fundir.

  1. Estacione o veículo em terreno plano;
  2. Desligue o motor;
  3. Aguarde um mínimo de 5 minutos antes de verificar o nível.
  4. Faça a medição do nível de óleo (vareta).
  5. O ideal e mais correto é verificar o nível pela manhã com o motor ainda frio.

O nível ideal deve ficar entre as marcas de mínimo e máximo indicado na vareta de nível.

Sempre que o nível de óleo estiver próximo ou abaixo da marca mínima da vareta e ainda não for a hora da troca. Normalmente, o motor consome uma pequena quantidade de óleo durante o seu funcionamento. Se as reposições se tornarem constantes e em volumes significativos, recomenda-se verificar se há vazamentos ou desgastes excessivos dos componentes do motor.

Sim! Os resíduos gerados pelo funcionamento do motor se acumulam contaminando o óleo lubrificante, acelerando o seu desgaste. Quando é feita a reposição com óleo novo, este fica contaminado pelos resíduos já encontrados no óleo antigo, perdendo seu efeito de lubrificação e refrigeração, como consequência, o filtro de óleo do motor pode vir a ter suas passagens restringidas ou até vir a entupir. Isto diminui a circulação e aumenta ainda mais temperatura de funcionamento. Num caso de entupimento, o motor pode até fundir pela falta de lubrificação.

Não é recomendável misturar óleos lubrificantes de marcas e tipos diferentes, pois pode haver incompatibilidade entre os aditivos utilizados na formulação dos produtos e com isso causar a perda de eficiência da lubrificação.

Não! Os óleos lubrificantes são formulados para atender as exigências de desempenho dos motores determinados pelos seus fabricantes. Todos os aditivos necessários já estão contidos no óleo lubrificante na proporção adequada e, com a adição de aditivo extra, pode-se comprometer a eficiência da lubrificação e até do motor do veículo.

O óleo do motor fica escuro porque o aditivo detergente/dispersante retira e mantém em suspensão os resíduos de carbono formados no motor. Também é importante esclarecer que esta é uma condição que deve acontecer, principalmente em motores movidos à gasolina e diesel. Nos motores movidos exclusivamente a etanol, este processo é mais demorado.

Não! Porque as condições reais do óleo somente podem ser determinadas através de análise do produto em laboratório.

SAE – Sigla Americana que representa o nome da Instituição (Society of Automotive Engineers) Sociedade dos Engenheiros Automotivos - Classifica os lubrificantes por faixas de viscosidade em duas escalas: uma de baixa temperatura (0W, 5W, 15W) onde a letra W significa Winter (inverno) e outra de alta temperatura (30, 40, 50).

É importante saber também que desde o seu surgimento no inicio do século passado é a SAE que determina em nível mundial as normas para viscosidades dos lubrificantes automotivos.

API: Americana que representa o nome da Instituição (American Petroleum Institute) - Instituto Americano do Petróleo - Classifica os óleos lubrificantes automotivos por desempenho e viscosidade, medidos em baixas e altas temperaturas para determinar a faixa de trabalho do óleo lubrificante.

ACEA: (Association des Constructeurs Européens d'Automobiles) - Associação dos Construtores Europeus de Automóveis, Organização surgida em 1995 com o inicio da Globalização.

Até então apenas a API era a organização que determinava essas questões em nível mundial.
Esta norma faz distinção entre motores à Gasolina e Diesel (leve e pesado):
• Série A/B – Motores à Gasolina e Diesel Leve (High SAPS)
• Série C – Motores à Diesel Leve (Low SAPS)
• Série E – Motores à Diesel Pesado

O rótulo encontrado nas embalagens dos lubrificantes sempre traz a especificação do produto.

O fato de um óleo atender à classificação API CI-4 ou CH-4 não indica que possa ter um período de troca maior ou menor. Como  exemplo, no caso do Lotus o intervalo de troca é o mesmo tanto para um API CH-4 como para um API CI-4, porém o motor do veículo irá ter uma lubrificação e proteção superior, podendo vir a aumentar a sua vida útil e sua performance se utilizado a classificação API CI-4.

Estas são siglas de entidades internacionais que são responsáveis pela elaboração de uma série de normas (baseadas em testes específicos) para a classificação dos lubrificantes, de acordo com seu uso. Desta forma, o consumidor tem como identificar se o lubrificante atende às exigências de seu equipamento, sempre consultando seu manual.

SAE - Society of Automotive Engineers

É a classificação mais antiga para lubrificantes automotivos, definindo faixas de viscosidade e não levando em conta os requisitos de desempenho. Apresenta uma classificação para óleos de motor e outra específica para óleos de transmissão. Mais informações em "O que significam os números (20W-40, 50, etc.) que aparecem nas embalagens de óleo?". 

API – American Petroleum Institute
Grupo que elaborou, em conjunto com a ASTM (American Society for testing and Materials), especificações que definem níveis de desempenho que os óleos lubrificantes devem atender. Essas especificações funcionam como um guia para a escolha por parte do consumidor. Para carros de passeio, por exemplo, temos os níveis API SL, SJ, SH, SG, SL, SM, SN, etc., Hoje estamos já num SN Plus ou SN/RC. O “S” desta sigla significa Service Station, ou ainda SPARK (Faísca) devido à utilização das Velas de Ignição, motores a explosão, e a outra letra define o nível de desempenho. O primeiro nível foi o API AS, obsoleto há muito tempo, consistindo em um óleo mineral puro, sem qualquer aditivação. Com a evolução dos motores, os óleos sofreram modificações, através da adição de aditivos, para atender às exigências dos fabricantes dos motores no que se refere à proteção contra desgaste e corrosão, redução de emissões e da formação de depósito, etc. Atualmente, o nível SN/RC é o mais avançado onde o RC significa “Resource Conserving” – Conservação dos Recursos Energéticos, tais como emissões, Preservação de Sistemas Turbo e ainda especifico para motores movidos a Etanol com até E-85. No caso de motores diesel, a classificação é API CI-4, CH-4, CG-4, CF, etc. O "C" significa Commercial (Veículos Comerciais utilizados para oferta de Serviços – sempre motores diesel) ou “Compression”, processo especifico de funcionamento dos motores diesel onde não há velas de ignição e a explosão se da por  compressão. A API classifica ainda óleos para motores dois tempos e óleos para transmissão e engrenagens.

ACEA - Association des Constructeurs Européens de l'Automobile (antiga CCMC)
Classificação européia associa alguns testes da classificação API, ensaios de motores europeus (Volkswagen, Peugeot, Mercedes Benz, etc.) e ensaios de laboratório.

JASO – Japanese Automobile Standards Organization 
Define especificação para a classificação de lubrificantes para motores a dois tempos (FA, FB e FC, em ordem crescente de desempenho).

NMMA- National Marine Manufactures Association Substitui o antigo BIA (Boating Industry Association), classificando os óleos lubrificantes que satisfazem suas exigências com a sigla TC-W (Two Cycle Water), aplicável somente a motores de popa a dois tempos. Atualmente encontramos óleos nível TC-W3, pois os níveis anteriores estão em desuso.

A especificação API GL-4 designa um serviço de engrenagens hipóides de veículos de passageiros e outros equipamentos automotivos, operando sob condições de alta velocidade e baixo torque ou vice-versa. 

Já a especificação API GL-5 é designada também para engrenagens hipóides, operando sob condições de alta velocidade e cargas instantâneas (choque), situação encontrada em caixas de mudanças de caminhões e em eixos traseiros (diferenciais).

A utilização de um óleo API GL-5 na transmissão ao invés do GL-4 irá gerar problemas de engate, corriqueiramente chamados de "arranhar a marcha" durante a troca de marchas, comprometendo a vida útil da caixa de mudanças. Este problema é decorrente do maior teor de aditivos dos óleos API GL-5 em relação aos API GL-4 e do uso de componentes específicos nos casos dos Lubrificantes GL-5, que acabam interferindo negativamente no funcionamento do mecanismo de sincronização das marchas.

Estes números que aparecem nas embalagens dos lubrificantes automotivos (30, 40, 20W-40, 5W30, etc.) correspondem à classificação da SAE (Society of Automotive Engineers), que se baseia na viscosidade dos óleos a 100 ºC, apresentando duas escalas: uma de baixa temperatura (de 0W até 25W) e outra de alta temperatura, onde temos hoje lubrificantes indo (de 16 a 60). A letra "W" significa "Winter" (inverno, em inglês) e ela está ligada ao numero antes da letra W, isto é, o primeiro número do conjunto, expressando a viscosidade do lubrificante em frio (motor frio). Quanto maior esse número, maior essa viscosidade com o motor ainda frio. Graus menores suportam baixas temperaturas sem se solidificar ou prejudicar o bombeamento realizado pela bomba de óleo.  
Um óleo do tipo mono-grau só pode ser classificado em um tipo escala. Já um óleo com um índice de viscosidade maior pode ser enquadrado nas duas faixas de temperatura, por apresentar menor variação de viscosidade em virtude da alteração da temperatura. Desta forma, um óleo multi-grau, SAE 5W-30 por exemplo se comporta a baixa temperatura como um óleo 5W reduzindo o desgaste na partida do motor ainda frio e em alta temperatura se comporta como um óleo SAE 30, tendo assim uma amplitude térmica na sua faixa de utilização.